Vagando em Paris

2005-11-05

mais de londres


mais de londres
Originally uploaded by Alexandre Van de Sande.
uma das diferencas que gostei de londres foram os museus. Nao entendam

mal, o louvre tem uma curadoria impecavel, organizam e mostram de

forma qause perfeita o seu conteudo, mas o british (e a national

gallery) dao um passo alem. O british parece um livro aberto, com

ilustracoes tridimensionais na sua frente. Enquanto o material grafico

do louvre -so pra toma-lo como exemplo- descrevem suficientemente o

que voce bai ver, no british me dava a impressao que na verdade eles

eram o destaque, e que os objetos eram a ilustracao. Na pratica

significa nao somente generosos cartazes, mas mapas, ilustracoes,

infograficos contando a historia da epoca, replicas modernas da espada

enferrujada para mostrar como ela devia ser na epoca, ensinando aquela

materia, falando sobre a origem da escrita cuneiforme que alias, voces

podem ver um exemplo na vitrine seguinte.



Algo que me chamou atencao e ilustra bem isso foi um cartaz grande

falando sobre o codigo de hamurabi e suas implicacoes historicas.

Procurei e nao vi sequer um mini-codigo de hamurabi, um pedaco e

granito ou qualquer pedaco do rei da babilonia: ele estava la por que

aquela secao falava de tabuas de leis nas civilizacoes antigas, e o

codigo de hamurabi é a maior referencia indispensavel. Ao vivo, no

british, tinham somente alguns pedacos de argila da persia, mas ou

menos da mesma epoca. Quem quisesse saber mais estava la no final da

explicacao "o codigo de hamurabi se encontra exposto no louvre,

paris". Fiquei com isso tao na cabeca que aproveitei a tarde de hoje

pra ver o tal la no louvre.



Outro exemplo sao os "explorer's packs" ou seja la como o pessoal de

marketing chamou. Sao kits e roteiros de atividades para o pai

transformar a visita do filho pequeno em uma aventura. Na national

gallery vi um livro desses, e o pai sentava e ia lendo "esse quadro de

um sujeito que vestia o rei. observe a palmeira, voce ve algo de

curioso?". No british, era uma mochila completa de brinquedos, a la

explorador egipcio. Vi um outro pai tambem, esse no salao dos

sarcofagos, fazendo uma brincadeira com o filho que tinha que

adivinhar de olhos vendados qual era o hieroglifo que ele estava

tocando (obviamente uma replica que vinha no kit). Super interessante.

Pra quem quer saber as respostas, a palmeira da india tinha sido

pintada como uma arvore inglesa. E o garoto pegou um ankh.



ps1. a foto nao tem nada a ver, é por que gostei dela



ps2; esqueci de comentar: a flor do ultimo post era um repolho

asiatico. Isso mesmo um repolho, era impossivel de nao reconhecer pelo

cheiro quando arranquei umas folhas. foi isso que no outro dia chamei

de "couve que nao se come", confundi couve com repolho



ps3: valeu por todo mundo que me mandou mensagem perguntando se eu

tava bem, por que leu nos jornais sobre as revoltas nos suburbios. eu

estou bem, e tb, como voces soube delas pelos jornais. Os tais

suburbios sao cidades a parte na ile-de-france longe do circulo de

conurbacao do centro de paris. A vida no centro nao se altera em nada

(tudo bem que tem que selvar em conta que eu tb, como estudante

estrangeiro de design, nao estou tao afinado com a vida diaria do

parisiense, que afinal nao leio le monde nem liberation). Nao digo que

essas revoltas nao sejam graves ou que os jornais exagerem, mas é

interessante ver como nao alteram a rotina ou sequer o papo do

parisiense como por exemplo as guerras entre os traficantes alteram a

nossa rotina ou dominam as nossas conversas no rio.

2 Comments:

At 07:05, Fernanda said...

não confunda alhos com bugalhos!

sorriso de europa :)

 
At 17:30, felipe said...

eu sempre disse que o Hospitality Club funcionava.

just for the record.

e, caralho, nem pra deixar seu amigo com inveja e falar que passou na frente de uma casa de shows em londres?

 

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