mais de londres
uma das diferencas que gostei de londres foram os museus. Nao entendam
mal, o louvre tem uma curadoria impecavel, organizam e mostram de
forma qause perfeita o seu conteudo, mas o british (e a national
gallery) dao um passo alem. O british parece um livro aberto, com
ilustracoes tridimensionais na sua frente. Enquanto o material grafico
do louvre -so pra toma-lo como exemplo- descrevem suficientemente o
que voce bai ver, no british me dava a impressao que na verdade eles
eram o destaque, e que os objetos eram a ilustracao. Na pratica
significa nao somente generosos cartazes, mas mapas, ilustracoes,
infograficos contando a historia da epoca, replicas modernas da espada
enferrujada para mostrar como ela devia ser na epoca, ensinando aquela
materia, falando sobre a origem da escrita cuneiforme que alias, voces
podem ver um exemplo na vitrine seguinte.
Algo que me chamou atencao e ilustra bem isso foi um cartaz grande
falando sobre o codigo de hamurabi e suas implicacoes historicas.
Procurei e nao vi sequer um mini-codigo de hamurabi, um pedaco e
granito ou qualquer pedaco do rei da babilonia: ele estava la por que
aquela secao falava de tabuas de leis nas civilizacoes antigas, e o
codigo de hamurabi é a maior referencia indispensavel. Ao vivo, no
british, tinham somente alguns pedacos de argila da persia, mas ou
menos da mesma epoca. Quem quisesse saber mais estava la no final da
explicacao "o codigo de hamurabi se encontra exposto no louvre,
paris". Fiquei com isso tao na cabeca que aproveitei a tarde de hoje
pra ver o tal la no louvre.
Outro exemplo sao os "explorer's packs" ou seja la como o pessoal de
marketing chamou. Sao kits e roteiros de atividades para o pai
transformar a visita do filho pequeno em uma aventura. Na national
gallery vi um livro desses, e o pai sentava e ia lendo "esse quadro de
um sujeito que vestia o rei. observe a palmeira, voce ve algo de
curioso?". No british, era uma mochila completa de brinquedos, a la
explorador egipcio. Vi um outro pai tambem, esse no salao dos
sarcofagos, fazendo uma brincadeira com o filho que tinha que
adivinhar de olhos vendados qual era o hieroglifo que ele estava
tocando (obviamente uma replica que vinha no kit). Super interessante.
Pra quem quer saber as respostas, a palmeira da india tinha sido
pintada como uma arvore inglesa. E o garoto pegou um ankh.
ps1. a foto nao tem nada a ver, é por que gostei dela
ps2; esqueci de comentar: a flor do ultimo post era um repolho
asiatico. Isso mesmo um repolho, era impossivel de nao reconhecer pelo
cheiro quando arranquei umas folhas. foi isso que no outro dia chamei
de "couve que nao se come", confundi couve com repolho
ps3: valeu por todo mundo que me mandou mensagem perguntando se eu
tava bem, por que leu nos jornais sobre as revoltas nos suburbios. eu
estou bem, e tb, como voces soube delas pelos jornais. Os tais
suburbios sao cidades a parte na ile-de-france longe do circulo de
conurbacao do centro de paris. A vida no centro nao se altera em nada
(tudo bem que tem que selvar em conta que eu tb, como estudante
estrangeiro de design, nao estou tao afinado com a vida diaria do
parisiense, que afinal nao leio le monde nem liberation). Nao digo que
essas revoltas nao sejam graves ou que os jornais exagerem, mas é
interessante ver como nao alteram a rotina ou sequer o papo do
parisiense como por exemplo as guerras entre os traficantes alteram a
nossa rotina ou dominam as nossas conversas no rio.


2 Comments:
não confunda alhos com bugalhos!
sorriso de europa :)
eu sempre disse que o Hospitality Club funcionava.
just for the record.
e, caralho, nem pra deixar seu amigo com inveja e falar que passou na frente de uma casa de shows em londres?
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